Corinthians está muito próximo de chegar ao colapso financeiro

O Corinthians terminou 2020 com uma dívida próxima de R$ 1 bilhão. O valor exato é de R$ 982,8 milhões e consta no balanço financeiro do clube divulgado na noite desta sexta-feira.

A dívida corintiana teve um crescimento de 47,7% no último ano do mandato do presidente Andrés Sanchez. Até 2019, ela era de R$ 665 milhões.

Este montante não engloba o financiamento da Neo Química Arena. O Timão tem acordo costurado com a Caixa Econômica Federal para pagar R$ 569 milhões até 2040 – R$ 300 milhões serão abatidos com o valor que o clube receberá pela venda do nome do estádio.

O balanço financeiro do Corinthians também aponta um déficit de R$ 123,3 milhões no ano passado, número que já havia sido antecipado pelo ge no último dia 20. Foi o quarto ano consecutivo que o clube fechou no vermelho. No curto prazo (vencimento de até um ano), a dívida do Corinthians é de R$ 586 milhões. Isso engloba empréstimos, obrigações com fornecedores, direitos de imagem atrasados, encargos sociais, impostos, entre outros. Já no longo prazo, o endividamento está mais equacionado, sendo a maior parte, R$ 304,6 milhões, referentes a tributos parcelados.

A diretoria corintiana argumenta que a pandemia de coronavírus tornou a situação econômica do clube ainda mais difícil, mas o endividamento vem crescendo antes mesmo da Covid-19.

Empossado no começo deste ano, o presidente Duílio Monteiro Alves tem como prioridade sanear as finanças do Corinthians. Para isso, contratou uma consultoria especializada em gestão e tenta cortar os gastos de todos os departamentos em até 20%, inclusive o de futebol. Desta forma, o clube deve evitar grandes investimentos em contratações de jogadores.

Em 2020, a maior fonte de receitas do Timão foi a venda de jogadores. A arrecadação com transferências foi de R$ 189,2 milhões (inclui também valores recebidos via mecanismo de solidariedade).

O Timão negociou Clayson, Júnior Urso e Pedrinho, Pedro Henrique e Carlos Augusto além de fatias dos direitos de Claudinho e Gustagol.

A segunda maior fonte de receitas foi com direitos de transmissão de TV: R$ 160 milhões. Em 2020, por conta da pandemia do coronavírus, o Timão cortou uma série de despesas. Funcionários sofreram redução salarial de até 70%, ajudas de custos de atletas foram suspensas e equipes de algumas modalidades foram encerradas.